Ações da Petrobras caem 9,2% após corte de plano de investimento

13 de janeiro de 2016


Estatal reduziu 24,5% previsão de investimentos entre 2015-2019

BMF Bovespa bolsa Foto Rafael Matsunaga (Arquivo) – Wikipédia

Ações preferenciais fecharam no menor valor desde 2004, abaixo de R$ 6 (Foto: Rafael Matsunaga (Arquivo) – Wikipédia)

Do Diário do Poder

A Bovespa até tentou se manter no campo positivo nesta terça-feira, 12, mas a queda acentuada das ações da Petrobrás pesou sobre o índice. Além da preocupação com os preços do petróleo, que fecharam em forte baixa novamente, a estatal reduziu em 24,5% seu plano de investimentos para o período entre 2015-2019, a US$ 98,4 bilhões.

Em dia de forte oscilação, o Ibovespa acabou fechando em queda de 1,09%, aos 39.513 pontos.

A ação preferencial (PN) da Petrobrás – que não dá direito a voto nas assembleias de acionistas – desabou 9,20% – maior queda do Ibovespa – e a ON, 7,65%, acumulando, respectivamente, 17,46% e 18,32% de perdas apenas neste começo de janeiro. Petrobrás ON terminou valendo R$ 7 – menor valor desde 21 de maio de 2004 (R$ 6,8295), segundo dados da provedora de informações financeiras Economatica. Petrobras PN acabou em R$ 5,53, também menor valor desde 21 de maio de 2004, quando ficou em R$ 5,4867

Além da revisão do plano de investimentos, o Broadcast, serviço de informações em tempo real da Agência Estado, noticiou que a Petrobrás poderá ser cobrada em R$ 1,7 bilhão para suprir o déficit técnico da Petros, o fundo de pensão dos trabalhadores da estatal. Estudo interno do fundo indica que a diferença entre o modelo de família adotado no cálculo dos benefícios desde a criação do fundo, há 45 anos, e o perfil real das famílias dos petroleiros gerou um rombo de R$ 4,9 bilhões – parte dele de responsabilidade da patrocinadora, a Petrobrás. De acordo com fontes próximas à Petros, o rombo técnico nos cálculos dos benefícios pode ter elevado o déficit do fundo de pensão acima de R$ 20 bilhões ao final de 2015.

Câmbio. Em meio à turbulência no cenário internacional e ao cenário interno ainda bastante indefinido, o dólar fechou em alta de 0,36% nesta terça-feira, cotado a R$ 4,0436. A queda aconteceu mesmo em meio à volatilidade do câmbio no cenário internacional, com o dólar registrando alta frente a diversas moedas de países exportadores de petróleo, commodity que registrou perdas expressivas hoje.

Pela manhã, enquanto o petróleo ainda subia, exportadores aproveitaram a relativa calmaria no exterior e as cotações em patamares mais altos para vender divisas. Alguns players comprados no mercado futuro também realizaram parte dos lucros acumulados. Isso fez o dólar marcar a mínima de R$ 4,0189 (-0,97%) no início da tarde.

Com a virada do dólar para o negativo, a moeda americana chegou a bater a máxima de R$ 4,0597 (+0,04%) à tarde. Porém, a pressão compradora não se sustentou, uma vez que o valor acima dos R$ 4,05 acabou por atrair ordens de venda. Profissionais do mercado de câmbio afirmam que o dólar enfrentou resistência nesse patamar, a partir do qual o carregamento de posições compradas tem se mostrado arriscado. (AE)

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