Câmara declarou-se contrário à CPMF, porque essa era a posição de Eduardo Campos

31 de agosto de 2015


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A posição de Câmara é compreensível. É a mesma que Eduardo Campos costumava externar.

Por Inaldo Sampaio

O senador José Serra foi contra a extinção do “imposto do cheque” em 2007, quando o Senado decidiu suprimi-lo. Serra tinha sido ministro da saúde e ainda hoje sabe, embora tenha mudado o discurso, que a receita para bancar o SUS não cabe dentro do OGU. É preciso uma fonte própria de receita para bancar esse gasto, a menos que o país entenda – e foi isso o que ocorreu neste final de semana – que a saúde dos pobres é menos importante que a taxação de 0,38% nas operações financeiras.

 Também ficaram contra a recriação da CPMF o governador Paulo Câmara e o senador Aécio Neves. A posição de Câmara é compreensível. É a mesma que Eduardo Campos costumava externar. Quanto à de Aécio, é de cunho eleitoral e não político. O senador e o seu partido aprovam no Congresso tudo que projeto para criar novas despesas, porém votam contra a criação de novas receitas. Agem como se um dia não fossem ser governo.

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