Campanha alerta sobre uso de álcool e drogas associado à direção

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A campanha direcionada aos motoristas nas estradas do país durante este carnaval de 2025 trouxe um alerta que vai além dos riscos da associação do uso do álcool com a direção de veículos. O material educativo distribuído na forma de panfletos, cards e vídeos este ano também tratou sobre o abuso do uso de drogas e a legislação vigente no país.
A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Polícia Rodoviária Federal e a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) anunciada durante o lançamento da Operação Rodovia: Carnaval 2025 no final de fevereiro.
“A soma de esforços entre a PRF e a Senad é uma demonstração clara do nosso compromisso com a proteção da vida e com a segurança das pessoas”, destacou o ministro da Justiça e Segurança Pública. Ricardo Lewandowski.
O material produzido pelas instituições, com o tema “Para o carnaval ser só festa, não misture álcool e direção”, foi distribuído nas ações de prevenção de acidentes promovidas nas rodovias federais e nos pontos de venda localizados nas estradas da Bahia (BA), Distrito Federal (DF), Goiás (GO), Minas Gerais (MG), Pernambuco (PE), Rio de Janeiro (RJ) e em Santa Catarina (SC).
Segundo a PRF, os estabelecimentos que aderiram à campanha e suspenderam a venda de bebidas alcoólicas nas estradas durante o carnaval, também receberam o selo Estabelecimento que Protege.
Redução de danos
Em 2024, foram registrados 3.855 acidentes de trânsito causados pelo consumo do álcool, com 194 mortes e 3.109 pessoas feridas nas rodovias federais, segundo dados da PRF. Mais de 4 mil pessoas foram detidas por embriaguez ao volante durante o período do carnaval.
Para reduzir esses números, a campanha adotou a abordagem da redução de riscos e danos, que não promove a abstinência, mas reforça a proibição ao volante e as penas para quem descumpre a lei.
“Esses dados, por si só, já mostram uma necessidade de ações consistentes de prevenção e essa necessidade se intensificar justamente no Carnaval, quando temos a aceitação cultural do consumo do álcool”, destacou a secretária Nacional de Políticas sobre Drogas, Marta Machado.
Turismo
Além da campanha de segurança no trânsito, foram criados e disponibilizados nas redes sociais dos dois órgãos e das prefeituras das cidades de Salvador, Rio de Janeiro e Recife, mini guias com dicas de turismo para aproveitar o período de folia.
As cartilhas reúnem ainda informações como rotas de acesso viário e divulgação do aplicativo Celular Seguro para brasileiros e estrangeiros aproveitarem os três destinos mais badalados no período.
Produtores dizem que preços de alimentos devem cair com colheta da safra
Em reuniões realizadas na semana passada com representantes do setor privado, para discutir formas de reduzir os valores cobrados pelos alimentos e, com isso, evitar novas altas na inflação, o governo ouviu um cenário mais otimista: com a colheita da safra de grãos, a tendência é de queda nos preços. No caso da carne bovina, a cotação do produto, que havia ficado 15% mais barato em fevereiro, ante dezembro, pode ter uma nova queda de 10%. Foi o que informaram representantes dos produtores que estiveram reunidos com os ministros da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário, Carlos Fávaro e Paulo Teixeira, na quinta-feira passada.
Usados como ração para animais, o aumento da produção de milho e soja fará com que as carnes em geral, incluindo suína e de frango, ficarão mais baratas, segundo relatos feitos ao ‘Globo’ sobre as reuniões. Matéria-prima para o óleo de cozinha, a ampliação da oferta de soja vai se refletir no preço do produto nas gôndolas dos supermercados, espera o governo.
A alta da inflação preocupa o governo. O preço dos alimentos mais alto é apontado como uma das causas da queda de aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), este ano a safra de grãos, que já começou a ser colhida, será recorde, com um volume de 325,7 milhões de toneladas. A ideia é que a estatal pudesse intervir no mercado, para evitar o desabastecimento e alta de preços, mas quase não há estoques reguladores disponíveis.
Entre as medidas para forçar a queda de preços no mercado interno, uma delas é a redução das tarifas de importação de produtos como milho e etanol. Mas, se as altas pararem, os estudos serão suspensos.
A prévia da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), mostra que a inflação de alimentos teve um recuo na primeira quinzena de fevereiro. Entre as quedas registradas, estão a batata-inglesa (8,17%), o arroz (1,49%) e as frutas (1,18%). Apesar desse cenário, o governo decidiu “não baixar a guarda”, conforme um ministro de Estado.
Um novo encontro entre governo e setor privado, desta vez ligado ao varejo, deve acontecer nesta quinta-feira (6). A expectativa é que a reunião — anteriormente prevista para acontecer com a presença de Lula — seja comandada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Estarão presentes representantes dos setores de etanol, soja, milho e carnes.