Defesa Civil de MG nega risco de falta de água em Brumadinho; buscas continuam pelo 7º dia

31/01/201914h:43 por

No 7º dia de buscas às vítimas do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG), a Defesa Civil negou que há risco de falta de água na cidade. Apesar do alerta de que a população não deve entrar em contato com a água do Rio Paraopeba, atingido pelos rejeitos da barragem, a Defesa Civil de MG negou nesta quinta-feira (31) que há risco de desabastecimento.

“Não há nenhum indicativo de falta de água”, disse o tenente-coronel Flávio Godinho, coordenador-adjunto da Defesa Civil. No início da manhã, o governo de Minas Gerais orientou a população a manter uma distância de 100 metros da margem. A nota não detalha qual é o risco.

A Vale será responsável pela entrega de água, em qualidade potável, para moradores abaixo do Rio Paraopeba, ainda de acordo com a Defesa Civil.

Números da tragédia

Buscas

Neste 7º dia de buscas, os trabalhos foram retomados por volta das 4h. Pelo menos mais cinco corpos foram localizados pela manhã e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML).

Foram coletadas amostras de DNA de 210 pessoas de 108 famílias para ajudar nos trabalhos de identificação das vítimas, segundo a Polícia Civil de MG.

Dos 99 mortos confirmados até agora, 57 foram identificados. No início da tarde, a Defesa Civil atualizou o número de desaparecidos para 257. Até agora, 395 pessoas foram localizadas. O número de pessoas desalojadas é de 175, segundo o governo de Minas Gerais.

As buscas estão concentradas no refeitório da Vale e na área da pousada, segundo informações do Corpo de Bombeiros. Nesta fase das buscas um balão é usado para ajudar a monitorar a área atingida pela lama.

Por causa da forte chuva que atingiu Brumadinho na quarta-feira (30), e chegou a interromper pontualmente os trabalhos de resgate, a lama voltou a ficar mole na região. A lama mais fofa prejudica e dificulta as buscas pelas vítimas.

Do G1

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