Dilma demorou e Cunha rechaça um acordo

2 de setembro de 2015


A Presidenta Dilma Rousseff e o ministro da Defesa, Jaques Wagner, participam da cerimônia comemorativa do Dia do Exército, no Setor Militar Urbano (Antônio Cruz/Agência Brasil)

Tentativa de reaproximação de Dilma foi rechaçada por Cunha.

Por Claudio Humberto/Diário do Poder

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, não deu lá muita importância à tentativa de reaproximação da presidente Dilma, nesta terça (1º). O gesto foi tardio e desastroso: além de haver “queimado as pontes” que teriam evitado o rompimento de Cunha e a sequência de derrotas do governo no Congresso, ela ouviu seus aloprados e tentou aliciar o líder do PMDB, Leonardo Picciani, o maior aliado do presidente da Câmara.

Dilma cedeu à insistência de aliados como Renan Calheiros e Michel Temer, daí o convite a Cunha. Mas ela avisou que não iria “capitular”.

Dilma pediu união das forças políticas para enfrentar a crise e Cunha disse mais uma vez que a Câmara não atrapalharia esse esforço.

Desfeita ninguém esquece, muito menos Eduardo Cunha. Dilma já o hostilizava desde quando ele era líder do PMDB na Câmara.

Cunha decidiu manter relações institucionais, e continua na oposição. Mas sua turma tem sido assediada com ofertas de cargos e emendas.

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