Família perde quase R$3 mil em golpe de suposto médico em Petrolina, PE

7 de dezembro de 2015


Estelionatário se passava por médico e pediu a família que fizesse depósito.
Família acreditou que ligação era do médico da matriarca Maria das Dores.

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Atendente é vítima de golpe de estelionatários em Petrolina (Foto: Reprodução/ TV Grande Rio)

Uma família teve um prejuízo de quase R$3 mil, após ser vítima de um golpe emPetrolina, no Sertão de Pernambuco. Na última quarta-feira (3), eles receberam uma ligação de um suposto médico de Maria das Dores, que encontrava-se internada em um hospital particular da cidade, informando que era necessário realizar um depósito para a realização de um exame e na compra de medicamentos. Preocupados, a família efetuou os depósitos e caíram no golpe.

A atendente financeira, Cleidjane Dias Maia, explica como foi a ligação que recebeu. “Era uma pessoa que se passava pelo médico que fez a cirurgia da minha mãe e tinha todas as informações necessárias. Ele me informou que ela estava com uma bactéria no fígado e que estava precisando com urgência de um exame que custava R$1.500. Depois ligou dizendo que ela estava precisando de um medicamento no valor de R$1.350”.

Cleidjane transferiu o dinheiro solicitado para as contas que foram passadas por telefone. Após o depósito, ela ainda conseguiu fazer um contato com a pessoa que dizia ser o médico que fez a cirurgia. Em seguida, ninguém mais atendia as ligações. Desconfiada, ele foi ao hospital para saber como estava a mãe dela, quando comunicaram que ela já estava bem e teria alta médica no mesmo dia.

A preocupação da atendente é de saber que os estelionatários estão de posse das informações da família. “além de ter mexido com nosso dinheiro e psicológico, eles estão com as nossas informações. A gente fica preocupado, era uma coisa restrita só do hospital”.

O delegado Daniel Moreira passa algumas dicas pra que as pessoas não caiam em golpes de estelionatários. “É interessante que a pessoa procure o hospital e se informe se o paciente está precisando daquele procedimento ou medicamento. Geralmente são quadrilhas especializadas de outros estados e que geralmente conseguem esses dados com ajuda de funcionários do hospital. A polícia vai investigar para saber de onde partiu essa informação”.

A advogada do HGU informou ao G1 que o hospital está investigando o caso e não vai se pronunciar sobre o assunto.

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