Greve dos bancários já atinge 80% das agências em Pernambuco, diz sindicato

10 de outubro de 2015


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Segundo a direção do sindicato, o movimento é considerado um dos maiores dos últimos anos. Foto: Bancários-PE/Divulgação

A greve dos bancários em Pernambuco, deflagrada nesta semana, já ganhou a adesão de 80% dos 12 mil bancários do estado. Ao todo, foram fechadas 98% das agências de bancos públicos e 68% de bancos privados. A informação é do Sindicato dos Bancários de Pernambuco (Bancários-PE) e segundo a direção o movimento é considerado um dos maiores dos últimos anos.

Suzineide Rodrigues, presidente do sindicato, afirmou que os bancários pernambucanos estão de parabéns pela mobilização. “Os trabalhadores estão aderindo em peso à greve nas agências, postos de serviço e nos prédios administrativos dos bancos. Mesmo com toda pressão que os gestores fazem sobre os funcionários, os grevistas se mantém fortes na luta”, avaliou.

A dirigente destacou que a paralisação nos bancos públicos já é de praticamente 100%. “Apenas algumas poucas unidades estão funcionando em todo o estado”, diz. Nos bancos privados, onde o assédio aos grevistas e as retaliações são maiores, o nível de paralisação é surpreendente. “Sete entre dez agências dos bancos Bradesco, Itaú, Santander e HSBC estão fechadas. Os bancários estão mostrando porque nossa categoria é uma das mais fortes do país”, explicou.

A presidenta ressaltou que, além de Pernambuco, a greve está muito forte em todo o país. “Os bancos empurraram os bancários para a greve, apostando que o momento de crise econômica e política iria desmobilizar nossa categoria. Apostaram suas fichas ao apresentar a pior proposta de acordo da última década e perderam, porque os bancários têm história e muitas conquistas, que só vieram com luta e greve. E este ano não será diferente”, garantiu.

Para ela, a greve deve se estender até a semana que vem. “Já vamos chegar ao final desta primeira semana de greve sem nenhum sinal dos bancos para retomar as negociações. A última rodada foi realizada em 25 de setembro. É um absurdo o desrespeito dos bancos com os bancários, clientes e com toda a sociedade. Estamos abertos para retomar as negociações e vamos fortalecer a greve a cada dia para pressionar a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban)”, afirmou.

Reivindicações
Além do reajuste salarial de 16%, os bancários reivindicam valorização do piso no valor do salário-mínimo calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), de R$ 3.299,66 em junho, PLR de três salários mais R$ 7.246,82, combate às metas abusivas e ao assédio moral, melhores condições de trabalho, fim da terceirização e proteção ao emprego, vales-alimentação e refeição maiores.

Depois de quase dois meses de negociações, os bancos ofereceram reajuste de 5,5% (quase a metade da inflação de 9,88% de agosto), que representa perda real de cerca de 4%, e abono de R$ 2,5 mil, pagos apenas uma vez e não incorporados ao salário.

Com informações do Sindicato dos Bancários de Pernambuco

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