Negociação pode estar próxima de encerrar a greve dos bancários

23 de outubro de 2015


Sindicato afirma que oferta pode ser aceita em 11% de reajuste salarial.
Clientes sentem-se prejudicados pela falta de atendimento.

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Autoatendimentos estão funcionando, mas com restrições (Foto: Amanda Franco/ G1)

Há 16 dias em greve, o Sindicato dos Bancários de Petrolina, no Sertão pernambucano, já começa a demonstrar ânimo em relação à mesa de negociações que acontece no estado de São Paulo. A categoria que pede, entre outras reivindicações, o reajuste salarial de 16%, pode aceitar a proposta dos donos dos bancos caso o reajuste chegue a 11%.

De acordo com o presidente do sindicato, José Augusto Ribeiro, eles já receberam a proposta na mesa de negociação de 8,75%, a qual foi rejeitada. “A categoria não aceita uma proposta abaixo na inflação, que este ano ultrapassa os 9%. Mas estamos mais perto que longe, porque no início só tinha sido oferecido 5,5% de reajuste salarial e nós conseguimos o acrescimento para 8,75%. Chegando a 11% a gente fecha. Mas se chegar só a 10%, fica a critério da categoria”, explicou o sindicalista.

Augusto destacou que a proposta dos bancários foi apresentada ainda no mês de agosto, quando a data base da categoria é no dia 1º de setembro. “Fizemos isso para que possamos ter tempo suficiente para que, na data base, a gente pudesse ter um resultado sem a paralisação”, disse Augusto Ribeiro.

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Categoria entrou em greve no dia 6 de outubro (Foto: Amanda Franco/ G1)

Além do reajuste salarial, os bancários pedem também melhorias na qualidade do trabalho e nas relações trabalhistas. “Isso envolve cobranças abusivas de metas e assédio moral. Tudo isso é muito complicado, mas os bancos realizam durante toda a vida”, comentou. Em Petrolina existem 470 bancários. 16 unidades estão fechadas e cerca de 30% dos funcionários não aderiram à paralisação.

Natan Souza precisou ir até o banco, mas voltou sem conseguir realizar a transação. “Precisei fazer depósito, mas aqui não tem envelope. Vim, mas já estou voltando. Não sei a quem fazer a reclamação. Agora é esperar voltar”, disse.

Já José Nicolau Fernandes, de 63 anos, precisava realizar um pagamento diretamente com os caixas na parte interna, mas não conseguiu e a conta ficou vencida. “Não consegui, porque disse que só quando o banco abrir, fiquei sem pagar”, lamentou.

O presidente do Sindicato dos Bancários afirmou que o atendimento ao público está suspenso, mas existem alternativas como os autoatendimentos, banco matriz e lotéricas.

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