ONU considera que detenção do fundador do Wikileaks é arbitrária

5 de fevereiro de 2016


Australiano disse que aceitaria ser preso se decisão fosse contrária.
Fundador do WikiLeaks vive na embaixada do Equador, em Londres.

 

assange

Comitê da ONU decide a favor de fundador do Wikileaks Julian Assange (Foto: John Stillwell/Reuters/pool)

O Grupo de Trabalho da ONU sobre Detenções Arbitrárias considerou que a detenção do fundador do Wikileaks, Julian Assange, é arbitrária, segundo comunicado oficial publicado nesta sexta-feira (5).

Assange, que está refugiado desde meados de 2012 na embaixada do Equador em Londres, apresentou seu caso a esse órgão da ONU em 2014.

Na véspera, a rede britânica BBC havia antecipado a “decisão favorável” a Assange.

Um comunicado oficial da procuradoria sueca afirma que a decisão do grupo da ONU não tem efeito sobre a investigação em curso na Suécia.

Ele é investigado na Suécia por suspeita de estupro em 2010 e se refugiou na embaixada em Londres para evitar extradição. A avaliação da ONU sobre a ação movida por Assange contra o Reino Unido e a Suécia será divulgada oficialmente na sexta-feira (5).

Mais cedo, o australiano afirmou que se organização considerasse que a ordem de detenção contra ele não era arbitrária, ele aceitaria ser detido pela polícia britânica. Caso contrário, ele gostaria de ter seu passaporte de volta.

“Se a ONU anunciar amanhã (sexta) que perdi meu caso contra o Reino Unido e a Suécia, deverei deixar a embaixada (do Equador em Londres) ao meio-dia de sexta-feira para aceitar a detenção por parte da polícia britânica, já que uma apelação não parece possível”, explicou Assange nesta quinta-feira, segundo a agência France Presse.

Mas se, pelo contrário, o painel decidir “que os Estados agiram de maneira ilegal, espero a devolução imediata do meu passaporte e que não ocorram novas tentativas de me prender”, acrescentou Assange.

O porta-voz do premiê britânico, David Cameron, afirmou nesta quinta que Assange será preso se deixar a embaixada equatoriana, segundo a agência Reuters.

COMENTÁRIOS

Facebook

Receba Novidades