Peritos de Recife vão ajudar nas investigações do caso Beatriz

24 de dezembro de 2015


Mais de 50 testemunhas já foram ouvidas sobre o homicídio.
Criança foi morta a facadas dentro de um colégio particular de Petrolina.

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Degelado Marceone Ferreira assumiu as investigações do caso Beatriz (Foto: Taisa Alencar / G1 )

Taisa Alencar

Do G1 Petrolina

Após 13 dias do assassinato da menina Beatriz Angelica Mota, de 7 anos, morta a facadas na quadra do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, o novo delegado responsável pelo caso, Marceone Ferreira concedeu uma entrevista coletiva, nesta quarta-feira (13), para falar sobre as investigações. O crime ocorreu no dia 10 de dezembro, durante uma aula da saudade das turmas do terceiro ano da escola. A criança foi encontrada morta em uma sala de materiais esportivos, que estava desativada.

De acordo com o delegado da 26ª Delegacia Seccional de Petrolina, Marceone Ferreira, a mudança feita em caráter especial, através de uma portaria na tarde da última segunda-feira (21), pelo Chefe de Polícia Civil de Pernambuco, o delegado Antônio Barros, foi para dar celeridade ao caso. “Sara vinha conduzindo perfeitamente a investigação, fazendo um trabalho excepcional. Mas, pela complexidade do caso e como Sara está a frente da Delegacia de Homicídios, ela estava assoberbada com trabalhos, com outras investigações, algumas estavam ficando paradas por conta do caso Beatriz. A chefia viu isso e achou necessário designar um delegado para cuidar apenas deste crime”, disse.

Com a mudança, Marceone garantiu que agora será dado um maior suporte as investigações do caso. “Estamos tomando pé de tudo que foi feito, dos detalhes que foram trazidos aos autos pela equipe de investigação. Nós continuaremos essas investigações, vamos dar e trazer todo o suporte necessário para que a gente possa apresentar uma resposta sobre esse caso que é o que nós esperamos”, explicou.
Marceone enfatizou ainda que o homicídio não é de fácil resolução, como acredita a população. “É um caso complexo, porque se fosse fácil já estaria solucionado. As investigações já estão bastante adiantada. Mais de 50 pessoas foram ouvidas na delegacia, inúmeras perícias foram realizadas e novas perícias ainda serão feitas. Estamos aguardando ainda peritos de Recife, que vem a Petrolina para dar ainda mais suporte para que a gente tenha um laudo mais completo possível” argumentou.

O delegado pediu ainda paciência a família, a imprensa e a população. “É importante que se diga que a Polícia Civil e a Secretaria de Desenvolvimento Social estão dando todo o suporte necessário para que seja feita a conclusão. Não será por falta de estrutura, que eventualmente não se obtenha êxito. Temos três policiais analisando somente imagens de tudo que é de circuito interno e externo, trabalhando dia e noite para tentar captar alguma situação que venha chamar a atenção”, ressaltou.

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Colégio Nossa Senhora Auxiliadora colocou faixa de luto pela morte de Beatriz (Foto: Taisa Alencar / G1)

Sobre os avanços das investigações, o delegado preferiu não passar detalhes. “As provas testemunhais são praticamente inexistentes. A gente tem que trabalhar com provas técnicas, com outros meios de investigação. É um caso que, para quem está de fora, seria fácil de se solucionar. Tudo que havia na faca do crime foi colhido pela perícia e tudo que podia ser extraído foi feito. Mas, ainda está sob sigilo. Estamos aguardando o laudo oficial”, disse.

Ao ser questionado se o autor do crime teria sido um homem, Marceone disse que essa informação segue em sigilo e adiantou que não há ninguém preso. “Não há detenção de suspeitos. Estamos trabalhando em algumas linhas de investigação e com o tempo vamos descartar as improváveis”, garantiu.

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