Preço de carne e energia sobe, e prévia da inflação oficial ganha força

23 de janeiro de 2015


Alimentação e bebidas puxou aceleração do índice de dezembro a janeiro.
Em 12 meses, índice tem alta de 6,69%, acima do teto da meta de inflação.

Por G1, em São Paulo

 

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Preço de carne subiu e impactou no IPCA-15
(Foto: TV Globo)

Impactado pelo aumento de preços da carne e da energia elétrica, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, ganhou força de dezembro de 2014 para janeiro de 2015, passando de 0,79% para 0,89%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a maior taxa mensal desde fevereiro de 2011, quando ficou em 0,97%.

Com isso, o IPCA-15 acumulado em 12 meses está em 6,69% – acima do teto da meta de inflação do governo, de 6,5%. O resultado superou a variação registrada em 2014, de 6,46%. Em janeiro de 2014, o indicador havia avançado 0,67%.

VARIAÇÃO MENSAL
Em %
0,70,730,780,580,470,170,140,390,480,380,790,89Fev/14Mar/14Abr/14Maio/14Jun/14Jul/14Ago/14Set/14Out/14NOv/14Dez/14Jan/1500,20,40,60,81
Fonte: IBGE

A maioria dos grupos de despesas pesquisados pelo IBGE mostrou preços maiores em relação a dezembro. O que mais pesou sobre o avanço do índice em janeiro foram os alimentos e bebidas, cuja variação chegou a 1,45%. Ficaram mais caros as carnes (3,24%), a batata-inglesa (32,86%) e o feijão carioca (24,25%).

Também exerceu impacto no IPCA-15 o custo da energia elétrica, que subiu 2,6%. “À exceção da região metropolitana de Fortaleza (-4,82%) e de Salvador (-1,91%), cujas contas tiveram queda na parcela referente ao PIS/COFINS, as demais apresentaram alta, com destaque para Porto Alegre, que chegou a 11,80% tendo em vista o reajuste de 22,41% em uma das concessionárias desde 8 de dezembro”, diz o IBGE em nota.

Dentro dos gastos com habitação, que subiram 1,23% e do qual a energia elétrica faz parte, ainda mostraram avanços as variações de aluguel residencial (1,26%); mão de obra para pequenos reparos (0,95%); condomínio (0,81%); e taxa de água e esgoto (0,77%).

Também impactaram o índice os preços de ônibus urbanos, com alta de 2,85%, e as tarifas dos intermunicipais, 3,89%. Eles fazem parte do grupo de gastos com transportes, cujo avanço diminuiu de 1,59% para 0,75%, graças à queda no preço das passagens aéreas (de 42,42%, para -4,21%).

No grupo das despesas pessoais, que subiu 1,39%, o destaque ficou com o item empregado doméstico, que subiu 1,49%. Serviços como cabeleireiro subiram 1,54% e manicure, 1,82%.

Rio de Janeiro lidera alta
Na análise por região, a maior variação foi vista no Rio de Janeiro (1,35%), “sob pressão dos alimentos (1,96%) e das tarifas de ônibus urbano (4,67%)”. Na outra ponta, está Salvador com o menor índice, de 0,49%, onde os combustíveis tiveram queda 1,56%, além da energia elétrica que também ficou mais barata (-1,91%).

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