Recife faz simulado de preparação para desastres nas escolas

19 de maio de 2015


Atividade simula incêndio para ensinar alunos a escapar de forma segura.
Teste prático acontece no Alto José do Pinho, após semana de preparação.

Rede Globo

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A forma correta de agir diante de um desastre entra para o currículo escolar da Rede Pública de Ensino do Recife nesta terça-feira (19). Nesta manhã, uma escola da Zona Norte da capital pernambucana recebe uma simulação de incêndio para que seus estudantes aprendam a escapar de forma segura de incidentes como esse. Segundo a prefeitura, este é 1º Simulado de Preparação para Desastres nas Escolas. A ação será replicada em outros colégios.

O teste será realizado na Escola Municipal Santa Maria, que fica no Alto José do Pinho e tem 300 alunos com até 12 anos de idade. Todos eles foram treinados junto com os professores no decorrer da semana passada para o simulado desta terça, além de possíveis ocorrências reais de incêndio. Além de programar rotas de fuga seguras, os meninos aprenderam a efetuar os primeiros socorros de vítimas que tenham inalado fumaça. Agora, todos os ensinamentos serão colocados em prática.

O simulado é organizado pela Secretaria Executiva de Defesa Civil do Recife, em parceria com o Corpo de Bombeiros. A Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a Guarda Municipal e a Companhia de Trânsito e Transporte urbano (CTTU) também colaboram com a ação. Juntos, os órgãos vão simular um incêndio a partir das 10h no colégio. Estudantes, professores e a comunidade do entorno foram avisados de que se trata de uma simulação, mas sabem que, quando os alarmes tocarem, devem agir como se fosse uma ocorrência real.

“É um exercício prático que tem como objetivo avaliar o que a gente praticou durante toda a semana. Depois de todo um aprendizado, eles estão preparados para um cenário de desastre e vão passar por um momento de incêndio, passando por um segundo cenário que é o socorro de uma vitima que recebeu inalação de fumaça, além do processo de evacuação para um local seguro de forma ordeira”, contou o secretário executivo da Defesa Civil do Recife, Cássio Sinomar, em entrevista ao Bom Dia Pernambuco desta terça-feira.

Antes do simulado, o major Marconni, do Corpo de Bombeiros, ainda reforçou as normas de segurança que devem ser tomadas em uma ocorrência desse tipo. “A primeira orientação é acionar o Corpo de Bombeiros ligando para o 193. Depois, é preciso sair desse ambiente sinistrado. A gente orienta que as pessoas procurem paredes para se guiar e saiam de preferência agachados para não respirarem os gases tóxicos que ocupam a parte superior do ambiente. Na saída, essas pessoas se reúnem em um ponto de encontro e o professor faz a contagem de alunos para verificar se não falta alguém. Se alguém estiver passando mal, deve ser deitado no chão. Logo se observa se ele está respirando. Se está, deixa deitado com as pernas um pouco elevadas para que o oxigênio das pernas se dirijam à cabeça. Se não estiver respirando, começa a massagem cardíaca”, orienta.

Alunos e professores escutaram tudo com atenção e se disseram preparados para a ação com as aulas da semana passada. “Estamos ansiosos e preparados”, disse a diretora Suedy França. Depois desse teste, a Defesa Civil do Recife pretende levar o simulado a outros colégios municipais. O calendário, no entanto, ainda não foi definido.

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