São João será mais pobre para municípios pernambucanos

2 de maio de 2015


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O São João é uma das maiores festas populares em Pernambuco ao lado do carnaval, mas em um ano de alardeadas dificuldades econômicas as comemorações juninas serão mais modestas em algumas cidades. Quem deu o recado foi o governador Paulo Câmara (PSB). O socialista garantiu que o apoio do Estado às prefeituras ocorrerá, porém de maneira mais modesta do que em anos anteriores.

“A gente tem polos de São João que a gente pretende fazer. Mas, óbvio, vamos adaptar a nossa realidade. Vamos fazer um São João bonito, organizado, mas devidamente adaptado às condições financeiras do Estado. Simples, mas bonito”, disse o governador, sem deixar margem para dúvidas de que este ano a ordem é “fechar as torneiras” para os municípios.

As negociações dos prefeitos com o governo estadual têm ocorrido via Secretatia da Casa Civil e a procura pelo titular da pasta, Antônio Figueira, já tem sido intensa. Por meio de sua assessoria, ele informou que os detalhes sobre como será a ajuda do governo estadual aos prefeitos ocorrerá neste início de maio.

Ainda de acordo com a Casa Civil, os municípios que receberão auxílio do governo estadual não foram definidos. É certo, no entanto, que o apoio está garantido a Caruaru e Gravatá, no Agreste, e a Arcoverde, no Sertão, considerados os principais polos juninos de Pernambuco. No caso de Caruaru, o governo e a prefeitura

Cidades cujas festividades juninas começaram a ganhar destaque nos últimos anos, como Carpina, na Zona da Mata, também deverão ser contempladas. O certo é que o apoio financeiro este ano não será o mesmo de épocas passadas e as prefeituras terão que recorrer à iniciativa privada ou a recursos próprios para bancar suas festas.

O apoio do governo leverá em consideração a tradição dos juninos. Em Floresta, no Sertão, a prefeita Rorró Maniçoba (PSB), mesmo sendo do mesmo partido do governador, não terá direito à verba estadual. A festa da cidade será bancada apenas com recursos municipais. “É um ano difícil, mas não vamos reduzir a festa porque em junho comemoramos o aniversário da cidade também. Entendo o governo porque sei das dificuldades”, declara.

Jornal do Commercio

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