Sistema para tentar evitar mortes por choque é usado parcialmente em PE

3 de julho de 2015


Pernambuco é o segundo estado do Nordeste com mais mortes por choque.
Em casos de baixa tensão, fio partido não é desligado automaticamente.

Do G1 PE

energia

Para manter a população imune aos choques elétricos nas ruas das cidades, toda a rede deveria ter um dispositivo de segurança para desligar a energia em casos de rompimento de fios. Em Pernambuco, isso nem sempre acontece. O estado figura em segundo lugar do Nordeste no ranking de mortes por choque elétrico. O caso mais recente, do jovem Anderson José da Silva, aconteceu no último domingo (28). Ele morreu depois de encostar em um fio de iluminação pública que se partiu no bairro de Santo Amaro, no Recife.

De acordo com a Associação Profissional dos Engenheiros Eletricistas de Pernambuco, toda rede tem que ter um sistema de proteção associado. Os sistemas são compostos por dispositivos chamados relés, que ficam dentro das subestações. Eles supervisionam qualquer ocorrência no sistema de forma automática. A parte considerada mais importante é a chamada fuga para a terra, que acontece quando um fio se rompe. A rede tem que desligar em fração de segundos para evitar qualquer acidente.

O engenheiro Aluísio Maluf, presidente da entidade, disse que é inadmissível que este sistema de proteção falhe. “Não pode um fio cair no chão e não ser desligado, porque ele não vai dar choque, vai matar a pessoa. A população não pode andar na rua prestando atenção se tem fio no chão. Como a pessoa vai saber? O fio nao pode ter energia. O sistema tem que atuar e desligar”, disse.

Mas o sistema de proteção da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) atua de forma diferente nas redes de alta e de baixa tensão. No caso da baixa tensão, a proteção é realizada pelos fusíveis dos transformadores. Esses equipamentos atuam apenas em casos de curto-circuito de alta intensidade, o que não garante que se um fio partir a rede será desligada. Quem estiver próximo pode receber uma descarga elétrica.

“Um curto-circuito de baixa itensidade não provoca sensibilidade suficiente para que os fusíveis atuem. Essas redes elétricas de baixa tensão possuem essas proteções dos fusíveis em todo o Brasil. É uma característica das redes de distribuição brasileiras de baixa atenção. E essa proteção só garante abertura para alta intensidade”, explicou Saulo Cabral, superintendente de Operações da Celpe.

COMENTÁRIOS

Facebook

Receba Novidades